Há dias assim…

…em que algo novo aqui nasce!

Só passei para dizer… Março 7, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Hugo @ 12:06 am

…que há praticamente um ano não publico nada neste espaço e nem me tinha apercebido;
…que tenho saudades de ter tempo para escrever e publicar;
…que tenho estado a tentar redireccionar as minhas publicações para aqui mas que não tem sido fácil, apesar dos “flashes” de vontade;
…que apesar de tanto tempo passado, às vezes apetece vir aqui escrever umas palavras;
…que tenho estado a orientar os alunos na blogosfera, como podem ver aqui e aqui;
…que quem procura informações sobre o Apoio Educativo, deixe um comentário e poderei contactar;
…que ando farto de tanta coisa que se tem passado no sistema de ensino português e não só;
…que estou a amadurecer a ideia de uma espaço para publicar as minhas fotos e falar dos meus passeios/viagens.

Enfim, tanta coisa que às vezes apetece fazer e que fica pelo caminho.
Mas sem mais saudosismos, e tal como há um ano anunciei, “Há dias assim…” deixou de existir como inicialmente. Vai ficar online para quem passar e quiser parar um pouco.

 

Vale a pena pensar nisto… Março 9, 2008

Arquivado em: Escola, Politiquices, Reflexão, professores — Hugo @ 1:16 am
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(enquanto o futuro do “Há dias assim…” não chega, decidi quebrar o “silêncio”)

Vale a pena pensar no que aconteceu em Lisboa… e pensar sem politiquices, com profissionalismo e a favor de uma verdadeira avaliação (seguramente diferente da proposta actualmente).
Vale mesmo a pena reflectir sobre o que se está a passar na educação e querer entender porque é que 85 ou 100 mil professores vieram à rua…

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O príncipio do fim ou início de uma nova ERA Janeiro 15, 2008

Arquivado em: Reflexão — Hugo @ 8:36 pm
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Um ano (e quase um mês) depois, o “Há dias assim…” amadureceu e está a morrer. Não há reanimação possível.
“Há dias assim…”? Que nome é este? Que conteúdos? Parece um diário íntimo e muita vida privada, mas de íntimo e privado tem pouco.
Simplesmente já não faz sentido existir desta forma.

Vou reorientar os temas das minhas publicações para este novo espaço: As TIC na sala de aula.

E talvez ainda surjam outros espaços e temas de publicação…nunca se sabe.

Quanto às fotos, algumas vão continuar certamente na minha galeria do olhares.

Tenho duas ou três alternativas para o “Há dias assim…”: mudar de nome e “lavar-lhe a cara” pode ser uma possibilidade, alterando também os conteúdos das publicações e a periodicidade das mesmas. Também pondero simplesmente apagá-lo, mas não o irei fazer até decidir em concreto que futuro quero para ele.

 

De volta ao aquário Janeiro 12, 2008

Arquivado em: Fotos — Hugo @ 1:13 pm
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Desta vez “tudo” digital.
Deu especial gozo fotografar os peixinhos, alguns muito irrequietos :-P

 

Solidariedade (do Estado) precisa-se Janeiro 7, 2008

Arquivado em: Reflexão — Hugo @ 10:53 pm
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Recebi um mail com o conteúdo deste site apelando à solidariedade para com a Carolina…

Tentei confirmar a veracidade das informações com a navegação pelo sítio, conforme qualquer um de vós também pode fazer.

Há muito que tenho ideia formada sobre este tipo de situações, e continua a fazer-me alguma confusão como situações verdadeiramente importantes de necessidades óbvias, por parte de cidadãos de pleno direito, passam ao lado de programas de governo…
O Estado, esse sim, deveria “ser solidário” providenciando meios para responder a situações médicas necessárias em qualquer país do “1.º mundo”.
Bem, talvez esteja enganado e só sejamos um país do 2.º mundo e meio…

 

Problema matemático Janeiro 4, 2008

Arquivado em: Escola, professores — Hugo @ 11:27 pm
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Cinco pessoas fazem parte de um mesmo departamento curricular, trabalham muito bem em grupo, de tal forma que é difícil distinguir quem trabalha mais ou melhor.

O departamento só funciona assim por causa do empenho e dedicação dessas cinco pessoas.
Quero estar convicto que existem casos assim.

Mas como há cotas para atribuição de Muito Bom e Excelente (ou pelos menos havia), que nota o senhor director vai dar?

Alguém, que não me lembro quem (e que me perdoe por isso) veio falar nisto aplicado aos funcionários da administração pública, creio que ligada aos impostos. Mas é de lembrar que também se aplica à educação e aos professores.

 

Caracterização de uma classe… Janeiro 4, 2008

Arquivado em: Reflexão — Hugo @ 10:42 pm

…ou de grande parte dela.

Falam muito, reclamam mais.

Inquietam-se com as mudanças políticas, mas pouca força negocial têm.

O trabalho é muito, mas a colaboração é pouca.

Não sabem mostrar a importância que têm na sociedade e saem desprestigiados nas discussões públicas.

Agem pouco no seu local de trabalho.

Mostram receio de fazer sentir o seu esforço e os seus problemas a partir do seu espaço.

Têm “chefes”, mas com pouca capacidade de chefia e de liderança no terreno, com pouco conhecimento dos problemas e com pouco “poder” (ou vontade) de se fazerem ouvir.

Deixam que a burocracia tome conta de tudo…e se necessário for, ainda inventam mais burocracia .

Há alguns incompetentes camuflados, com níveis de formação muito baixos e cuja progressão irá continuar porque a avaliação não os descobrirá. Serão sempre bem vistos…mas incompetentes.

Há alguns que preferem tramar o parceiro do que trabalhar em conjunto para um projecto comum, para o bem do seu público-alvo.

São mesmo desunidos!

Pensam que os médicos, os juízes, os engenheiros… são mais importantes que eles e elas, e aceitam tudo o que vem de cima, sem reclamar de forma cabal.

Fazem-se representar de uma forma mesmo desunida…


Não é difícil saber quem são eles e elas.


Desabafo de quem está farto de tanta coisa, de ver tanta irresponsabilidade e incompetência, de ver governantes a legislar a seu belo prazer porque eles e elas são mesmo desunidos…

 

Primeiras experiências com reflex Janeiro 3, 2008

Arquivado em: Fotos — Hugo @ 7:56 pm

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Fui buscar esta ao baú das recordações.

Tirada no Oceanário em 98 com uma Pentax emprestada e bem antiga, digitalizei-a e manipulei-a mais tarde para um trabalho de Grafismo por Computador, uma das disciplinas da minha formação inicial.

Começo o ano a recordar…isto deve ser mau sinal…

 

Natal=? Dezembro 25, 2007

Arquivado em: Reflexão — Hugo @ 10:11 pm
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Mas afinal o que é o Natal?

Eu não sou suspeito para falar porque nem acredito, mas nesta altura interrogo-me: afinal no Natal não seria suposto comemorar o nascimento de Jesus Cristo?!

Que sociedade consumista é esta que se esqueceu do principal e onde só interessa comprar, comprar, comprar?! Vislumbro alguma falta de princípios em muitas pessoas…

Distribuem-se mensagens e desejos, repetem-se os votos de felicidade e paz… E nas outras alturas do ano, em que alguns voltam as costas a outros que trabalham ao seu lado?! Ou as reacções de incompreensão em situações difíceis em que seria muito importante um espírito de união e colaboração?!

Não me revejo no origem religiosa do Natal, mas tenho princípios morais e respeito muito quem pode usufruir de reuniões familiares de qualidade, de uma verdadeira solidariedade, ou de outras “coisas típicas” desta quadra. É por isso que me choca a hipocrisia de muita gente nesta época, comparando com o resto do ano.

E não consigo compreender os argumentos de que é uma altura especial e ainda bem que existe para ajudar muitas pessoas ou de que é uma festa útil para reunir famílias, etc, etc, etc… Então e o resto do ano?

Afinal o Natal é igual a quê?!

 

Há um ano era assim. Dezembro 17, 2007

Arquivado em: Reflexão — Hugo @ 11:08 am
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“Há dias assim” foi uma frase que usei no msn durante algum tempo, fruto de dias estranhos, diferentes… E estranhos ou diferentes são os meus critérios de publicação por aqui. Olho para os primeiros posts e rio-me de textos, do estilo de escrita, dos temas… :-)
Realmente, aqui cabe cada coisa…

 

“S’cá nevasse… Dezembro 15, 2007

Arquivado em: Fotos — Hugo @ 7:43 pm
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…fazia-se cá ski” e uns bonecos de neve ;-)

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Cimeiras e carteiras… Dezembro 4, 2007

Arquivado em: Politiquices, Reflexão — Hugo @ 10:47 pm
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Não sou eu que o digo, são os factos noticiados pelo diário digital, pela rtp, pelo Sol, ou pelo Portugal diário
Apressem-se a ver as notícias se não, puf…amanhã já são outras :-P

O Custo da Cimeira Europa/África ascende a 10 milhões de euros… mas é “exercício de contenção de custos” Nem quero pensar se não fosse…

A “verba que não estava inicialmente contemplada no orçamento previsto para a Presidência portuguesa da União Europeia (UE), noticia a Lusa”. Então quem é que paga?

«Tem de se pensar que se trata de um investimento para a projecção de Portugal e da capacidade diplomática» Então e o investimento em políticas educativas e sociais? Já nem falo dos salários…ou do “meu” misero subsídio de itinerância do qual nunca deverei ver a cor…

A Expo98 (há quase 10 anos) e o Euro2004 também foram investimentos para a projecção de Portugal, mas não vejo efeitos na minha carteira, aliás, até vejo, está cada vez mais vazia…

Bem, tirem as vossas conclusões.

 

Fotografia, transparência ou apenas recordação… Dezembro 1, 2007

Arquivado em: Ambiente, Fotos, Viagens — Hugo @ 4:26 pm
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Aldeia da Luz, antes…
Vista do museu da Luz, depois…

Editado a 3 de Dezembro:
Acrescento que as duas fotos foram tiradas no interior do Museu da Luz. Se espreitarem a imagem do museu conseguem ver a pequena janela da direita (pequeníssima vista de longe) donde fotografei a vista actual, e onde fotografei a fotografia da vista antiga que sobrepus à imagem actual. Até eu me confundi com esta :-P

Podem aproveitar e espreitar também a visita virtual ao museu, mas terão de ter instalada ou instalar a máquina de Java. Se visitarem a Sala da Luz, conseguirão ver exactamente de onde fotografei. Para quem não conhece o museu nem a aldeia aconselho ;-)

 

E porque será?! Novembro 29, 2007

Arquivado em: Escola, pais, professores — Hugo @ 6:40 pm

“Segundo o relatório anual “Educação para todos” da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), um em cada dez alunos portugueses (10,2%) a frequentar a antiga primária e o 2.º ciclo chumbaram e estão a repetir o ano de escolaridade.

Em Espanha e na Alemanha estes valores situam-se nos 2,3 e 1,4%, respectivamente, enquanto em países como Finlândia, Grécia, Irlanda e Itália a taxa não atinge sequer um por cento.”

in Expresso, edição online

E porque será que isto acontece? Bem, uma coisa é certa, por falta de um certo facilitismo imposto não deve ser…
Já estou a imaginar estes números a “caírem” em cima dos professores, sem que ninguém pense na organização social do nosso querido Portugal, em especial nas carências sociais e organizacionais de muitas famílias.

 

Eficiência energética II Novembro 29, 2007

Arquivado em: Ambiente, energia — Hugo @ 6:02 pm
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E ainda sobre este assunto, o público online divulgou esta notícia hoje:

Emissões e consumo energético
Construção: falhas de mercado e comportamentos impedem “consumo zero de energia”
29.11.2007 – 15h47 Lusa

Apesar de já existir tecnologia para reduzir drasticamente o consumo energético dos edifícios e as emissões de dióxido de carbono, as falhas de mercado e barreiras comportamentais impedem ainda o “consumo zero de energia”, conclui um estudo hoje divulgado.

Esta é uma conclusão do primeiro ano do projecto “Eficiência Energética em Edifícios (EEE)” do World Business Council for Sustainable Development, co-produzido pela Lafarge e a United Technologies, projecto que abrange seis países ou regiões – como o Brasil, Europa, Índia, Japão e Estados Unidos – que, em conjunto, são responsáveis por dois terços da procura de energia a nível mundial.

O projecto EEE foi efectuado por dez empresas, reflectindo mais de cem mil milhões de metros quadrados de espaço.

Apenas 13 por cento dos inquiridos já este envolvido na construção sustentável, apesar deste cenário variar entre os 45 por cento na Alemanha e os cinco por cento na Índia; entre os 20 por cento entre os promotores e nove por cento entre proprietários e inquilinos.

A “alavanca para a mudança”, sublinha o relatório, implica o apoio à interdependência, a valorização da energia, desenvolvendo incentivos, novos relacionamentos comerciais, mecanismos financeiros e informação mais clara acerca do desempenho energético dos edifícios, e a transformação de comportamentos, educando e motivando os profissionais envolvidos no sector para alterar o seu rumo para uma eficiência energética nos edifícios.

Profissionais do sector têm baixos níveis de conhecimento sobre eficiência energética

Por outro lado, o estudo encontrou nos profissionais do sector “grandes níveis de consciência” relativamente à construção sustentável, mas “baixos níveis de conhecimento” específico e envolvimento, sendo a falta de informação, de liderança, de conhecimento e de experiência as principais barreiras à sua implementação.

Os profissionais da construção tendem a subestimar a contribuição da energia dos edifícios para as alterações climáticas e a sobrestimar os custos para a poupança de energia, normalmente abaixo dos 5 por cento nos países desenvolvidos, apesar de ser possivelmente mais alto na China, Brasil e Índia, explica o documento.

O relatório indica que os três “elementos-chave” para atingir a energia zero são a utilização de menos energia, utilizando por exemplo equipamentos mais eficientes, a produção local de energia, a partir de fontes renováveis, e a partilha da energia excedente, através de redes inteligentes.

Relatório fala das oportunidades para as empresas

Além disso, o documento salienta que apesar da existência de riscos operacionais e de mercado, “também existem oportunidades para as empresas”.

“Vai existir uma procura muito grande de eficiência energética, mas o ‘timing’ e a proposta de valor são incertos. As empresas que entram no mercado de eficiência em edifícios poderão ganhar vantagens por serem os primeiros”, alerta.

Nesta primeira fase, em 2007, o estudo teve como objectivo, a compreensão das barreiras existentes e a análise de cenários e caminhos para edifícios de consumo de energia zero. Na segunda fase, ainda este ano, o estudo vai avaliar as alterações necessárias na política, tecnologia, financiamento e comportamentos que têm impacte nos resultados dos modelos de negócio.

Na terceira fase, já em 2008, será efectuado um plano de acção preliminar que salienta as acções críticas a tomar em cada sector da construção da cadeia de valor e, por fim, na última fase, em 2009, o estudo visa a concretização do plano de acção pelas diversas partes interessadas no sector da construção – empresas, proprietários, reguladores, fornecedores de energia e abastecedores de produtos e serviços.

O World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) é uma coligação de 180 empresas internacionais, com o compromisso partilhado para com o desenvolvimento sustentável através de três pilares: crescimento económico, equilíbrio ecológico e progresso social.”

 

Eficiência energética Novembro 26, 2007

Arquivado em: Ambiente, Reflexão — Hugo @ 11:32 pm
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Tanto se fala, tanto se diz…
…e hoje, o complexo termoeléctrico do Carregado estava a funcionar em força, incluindo a velhinha central que produz electricidade através da queima de fuel. Já se está a ver que para esta central funcionar o combustível que se gasta. Mas o mercado da energia a isso obriga (ou não)…

O que aconteceria se o próprio Estado, nos edifícios que financia e tutela, aplicasse uma real eficiência energética?! Se começasse pelas escolas…ui

O que aconteceria se nas ruas, o uso da electricidade fosse realmente racionado, sem que fossem necessários candeeiros acesos durante toda a noite em todo e qualquer lado?!

O que aconteceria se cada um de nós, em casa e no trabalho, utilizasse de forma mais eficaz a energia de que dispõe?
Será que se isto acontecesse precisaríamos de novas barragens?!

 

Vamos lá postar Novembro 25, 2007

Arquivado em: Língua Portuguesa — Hugo @ 3:14 pm
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Eu, como muitos de vós, desconhecia a origem do verbo postar. Mas afinal parece que a origem é mais latina que inglesa.

Vejam aqui e adicionem mais este blogue aos vossos agregadores de feeds. Mais um conteúdo sempre útil para quem quer preservar a Língua.

 

Comboio histórico Novembro 15, 2007

Arquivado em: Fotos, Viagens — Hugo @ 11:59 pm
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Ainda há disto em Portugal, mas se não fosse o concurso, o preço da viagem não seria muito simpático. Porém, a mão de obra e os gastos com este comboio são muito significativos, pelo que não estranho o custo do bilhete.

A paisagem é a do Douro… Ver todo o aparato técnico é interessante e levar com o carvão na cara também é fixe :-P

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Eu tenho um sonho! Novembro 8, 2007

Arquivado em: Reflexão — Hugo @ 8:22 pm
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(ou vários todos juntos num só)

Não sonho com um trabalho que me faça feliz porque isso eu já tenho.
Não sonho com colegas que partilhem algumas experiências enriquecedoras porque isso já me acontece.
Não sonho com colegas competentes, porque estou rodeado de alguns e algumas.
Não sonho com avaliação do meu trabalho, porque isso irá acontecer e espero que se faça justiça.

Sonho sim com mais e melhor motivação nas tarefas.
Sonho com mais e melhor colaboração entre todos aqueles que trabalham directamente comigo.
Sonho com compreensão das liberdades e com igualdade de direitos, em tudo.
Sonho com um ambiente de amizade, companheirismo e camaradagem, sem atritos e aversões, sem discussões desnecessárias.
Sonho com debates construtivos e descontraídos mas essenciais e importantes.
Sonho com justiça, na aplicação de direitos, na observação das realidades.
Sonho com sinceridade e espírito crítico construtivo, pois gosto de perceber se o que faço, faço bem e como poderei melhorar.
Sonho com partilha de problemas e ansiedades, mesmo quando as soluções são muito poucas.
Sonho com o reconhecimento do trabalho bem feito, para (me) continuar a motivar.

Já deixei de sonhar com um “patrão” justo e preocupado com os seus trabalhadores, porque continuo a acreditar que o Ministério da Educação é constituído por todos os que trabalham nas escolas e transformam o dia-a-dia em momentos cada vez melhores.

Vivo o meu trabalho como parte essencial do meu bem-estar. Vivo-o demais dirão alguns… De facto é grande a tristeza quando sinto injustiças ou me sinto injustiçado…

É apenas este um dos sonhos principais da minha vida.

 

O Alto Douro Vinhateiro tem disto Novembro 2, 2007

Arquivado em: Fotos, Viagens — Hugo @ 1:37 pm
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Um registo em 5 fotos de São Leonardo de Galafura (próximo da Régua), com a luz do meio da manhã.

 

Nova entrevista da senhora Ministra Novembro 2, 2007

Arquivado em: Escola, TV, pais, professores — Hugo @ 12:25 am
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Em resposta à pergunta do Paulo Guinote: “Terei perdido alguma coisa de relevante?”

Não, a entrevista nem média foi… Muito em torno do estatuto do aluno, faltou falar do papel das famílias de uma forma mais meticulosa e realmente importante…
Mais uma vez foi referido que quem representa os professores são os Conselhos Executivos (CE), os sindicatos não. Bem, e eu pergunto, será que os executivos têm essa capacidade de representação e negociação perante as propostas do ME? Será que muitos ficarão calados? Ou será que nem sequer podem falar? E os que falam, será que são ouvidos? Ou melhor, será que alguém os quer ouvir?

Receio que a ligação entre ME e os CE das escolas não seja assim tão maravilhosamente aproveitada como pareceu transparecer da entrevista.

E a responsabilidade das famílias? Como será? Quantas vezes, mesmo nos alunos mais novos, se assiste a uma total desresponsabilização que começa pela atitude dos pais, que se necessário for vão à escola pedir “satisfações” ao professor sem que este tenha algum apoio por parte dos CE, esses órgãos de gestão que deveriam também proteger e ajudar a criar condições aos professores para o desempenho de um trabalho mais profícuo? Não defendo que haja uma protecção dos irresponsáveis (que os há em todas as profissões). Defendo uma solidariedade que pouco existe dentro da classe e que com as novas formas de avaliação, tenderá a diminuir drasticamente sempre que os resultados da avaliação não sejam satisfatórios.

A minha utopia
As famílias ao lado dos profissionais da educação, os executivos ao lado dos seus professores, o ministério a falar muito mais com as escolas e com quem está no terreno, num diálogo aberto, verdadeiro e construtivo.

 

Caniçal Novembro 1, 2007

Arquivado em: Fotos — Hugo @ 8:30 pm
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Esta foto, tirada no Paúl do Taipal, “remonta” ao tempo da analógica Pentax Z50, que há mais de um ano está arrumada na gaveta.

 

Cimeira UE – Rússia Outubro 26, 2007

Assisti há pouco, bem de longe, à chegada do presidente russo a Mafra para a cimeira entre a UE e a Rússia.

Sem outros juízos de valor, e enquanto via o aparato montado, só me ocorria um conjunto de pensamentos: o cidadão estrangeiro que veja (ou tenha visto) ou participado nos últimos tempos nas iniciativas da presidência portuguesa deverá pensar que somos um país sem problemas sociais, com alguma riqueza (sobretudo entre a classe política), com polícias de alto nível e com muito bons carros (a julgar pelos “atiradores” no cimo do palácio nacional; pelos carros da brigada de trânsito que vi; pelos helicópteros…), entre muitos outros aspectos…

É caso para dizer: que “porreiro, pá!”

Parece ridículo, mas apesar de os nossos políticos estarem ao mais alto nível internacional (à custa de quem? Dos contribuintes, claro), eu ando a pedinchar pelo pagamento das deslocações de escola em escola com o meu carro e nas funções que me foram atribuídas desde o ano lectivo anterior…

“Há coisas fantásticas, não há?!”

 

Casa de Mateus Outubro 23, 2007

Arquivado em: Fotos, Viagens — Hugo @ 11:03 pm
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Votei nela para a eleição das 7 maravilhas de Portugal, mas como é sabido não ganhou… Porém, continuo a ser de opinião que é um imóvel de muito interesse.

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(editado pela “enésima” vez: até que enfim que isto publica a imagem que eu quero)

 

Professor de apoio educativo no 1.º ciclo Outubro 19, 2007

Segundo a nova legislação (quase a sair) sobre educação especial, acaba-se a figura do professor de apoio educativo, o que conduzirá à extinção de lugares e funções como as que ocupo actualmente.

Sem apoio educativo no 1.º ciclo, o que irá acontecer?
Bem, para o cidadão comum é menos um professor a ganhar dinheiro à custa dos impostos. Para uma grande parte dos professores titulares de turma (professores do 1.º ciclo) será o “caos” na sala de aula e o “passar” alunos sem competências mínimas (porque retê-los também poderá representar um prejuízo na progressão na carreira).

Imaginem (se conseguírem) a seguinte situação:
- um(a) único(a) professor(a) responsável;
- uma sala com 20 ou mais alunos;
- alunos com ritmos de aprendizagem distintos e matriculados em vários anos, alguns com necessidades educativas especiais;
- turmas constituídas por alunos cujas capacidades são tão distintas que uns lêem fluentemente e outros mal conseguem juntar uma consoante com uma vogal;
- alunos bastante dependentes do adulto para efectuar qualquer tarefa;
- alunos com atitudes que por vezes influenciam o bom ambiente de trabalho na sala de aula;
- pais exigentes com as aprendizagens dos seus filhos (naturalmente), mas que colocam constantemente o trabalho do professor(a) em causa, não entendendo que este(a) está só…

A atitude do professor
O professor preocupado e profissional fará de tudo para conseguir que os seus alunos aprendam nestas circunstâncias, tendo duas alternativas: ou dá em maluco(a) pela tal depressão em que entrará, ou “passa” todos os alunos e cria uma auto-imunidade à situação criada…

E onde entra o professor de apoio educativo?
Ajuda o professor(a) titular de turma na gestão das situações de aprendizagem, da dinâmica da aula, etc… Mesmo estando presente durante algum tempo (10horas semanais já seria bastante aceitável) um professor de apoio educativo possibilitaria outro nível de actividades, outro nível de aprendizagens e ajuda aos alunos com ritmos mais específicos.

O que irá acontecer se a nova legislação concordar com isto?
Estes professores tendem a deixar de existir nas nossas escolas…

Agora pensem um pouco nas consequências sobre a educação…é que não é o desgraçado do professor ou professora que poderá ser mais prejudicado, é o país… Mas há gente que não entende isto.

 

É melhor não ter filhos se quero progredir na carreira… Outubro 19, 2007

Arquivado em: Escola, professores — Hugo @ 6:43 pm
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A julgar pelo texto original, publicado pelo Paulo Guinote, os professores terão uma clara desvantagem em relação aos demais, se decidirem deixar descendência neste mundo…

Aqui fica um extracto:
“Uma professora que fique grávida, por exemplo, duas vezes num espaço de tempo que apanhe quatro anos lectivos e desfrute da natural licença de maternidade para cada uma das situações, verá a sua avaliação suspensa, o que para todos efeitos corresponde a um congelamento.

Um professor que seja pai e pretenda gozar os dias de licença correspondentes, caso não queira ver a sua avaliação prejudicada pelas faltas correspondentes, terá de repor todas as aulas que não der, mesmo que deixe todas as actividades planificadas com planos para as respectivas substituições.”

A aprovarem-se estas leis que protegem estas ideias, fica mais uma vez demonstrado (sem ser necessária grande reflexão) o quão estúpido é o ser humano…ou melhor, o quão inteligentes são os legisladores cegos pela redução da despesa pública, de tal forma que põem em causa aquilo que devia ser protegido em qualquer sociedade.

Desculpem o desabafo, mas esta gente é mesmo inteligentemente estúpida…

 

Casa de férias Outubro 15, 2007

Arquivado em: Fotos, Viagens — Hugo @ 11:06 pm
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Ali, junto da albufeira de Alqueva…Talvez quando me sair o euromilhões :-)

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Blog Action Day – Ambiente Outubro 15, 2007

Arquivado em: Ambiente, Escola — Hugo @ 7:23 pm
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Quem me conhece sabe que não podia deixar passar o dia de hoje sem escrever sobre ambiente.
O “Há dias assim” entrou na comunidade Blog Action Day que visa unir a rede “para falar sobre um único assunto importante em todo o mundo. Em 2007 o assunto escolhido é o meio ambiente”.

Escolho mais uma vez escrever sobre separar na Escola os resíduos produzidos. Não poderia ser mais fácil, sobretudo quando estamos perante turmas de alunos mais novos, que aceitam facilmente novas ideias. E depois, muitos levam os ensinamentos para casa, resultando em chamadas de atenção aos adultos que não “ligam” ao assunto.
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Porém, também há professores que não querem saber de separação do lixo (infelizmente conheço uns quantos)… E para estes casos aconselho algum diplomacia, sobretudo usando os seus próprios alunos…
Confesso a dificuldade de convencer algumas pessoas sobre o porquê de reciclar. Aconselho vivamente a visita a um centro de recolha e tratamento de resíduos, fiquem certos(as) que faz mudar ou consolidar as ideias de muitas pessoas.

Separar é fácil e ajuda a poupar bastantes recursos naturais, mas quem não sabe isto?!

 

Porquê? Outubro 14, 2007

Arquivado em: Escola, professores — Hugo @ 10:59 am
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Porque é que as politicas educativas são tantas vezes feitas por aqueles que estão fora da escola “real” aquela que todos os dias dá alegrias e dores de cabeça aos professores?

Porque é que os formadores de professores, são muitas vezes profissionais que nunca experimentaram a docência ao nível da faixa etária que os seus formandos irão “enfrentar”?

Será que não há gente na escola básica (falo da realidade que conheço) que tenha capacidade de ir mais além, de formar os seus pares depois de receber formação, de pensar a escola com exigência, principalmente por viver os seus problemas por dentro? Será que “alguém” tem medo que isto aconteça?

 

Um dia hei-de escrever sobre… Outubro 12, 2007

Arquivado em: Reflexão — Hugo @ 7:03 pm

… a estupidez humana reflectida:

- na construção de cidades que só dificultam a vida aos próprios seres humanos;

- na irracionalidade da educação de algumas famílias, que pedem aos professores que façam o papel de pais, de tios, avós, etc, para depois serem injuriados e “crucificados” na praça pública;

- na pressão da economia de mercado, na competitividade, na sociedade sem valores, que nos impede de viver a vida sem stress e com qualidade;

- na inflexibilidade de pessoas que dizem reciclar em casa, mas que na escola não o fazem;

- na falta de vontade de trabalhar em conjunto para um mesmo objectivo por parte de alguns profissionais da educação;

- na forma como serei avaliado pelo Ministério da Educação no desempenho das minhas funções de “pau para toda a obra” – professor de apoio educativo/professor de educação especial/professor para visitas de estudo e substituições, etc, etc;

- nos preços das casas e o suposto enriquecimento dos construtores civis, que devem ganhar entre 50% a 100% nas vendas (só pode, a julgar pelos preços dos apartamentos);

- na gigantesca valorização de determinados terrenos que chegam a custar 200mil € para construir uma casita com 3quartos e pouco mais;

- na incompreensão de determinados políticos deste pedaço de universo que mais cedo ou mais tarde vai “implodir”, graças à ignorância e inoperância dos ditos que têm poder para fazer alguma coisa para travar as alterações climáticas…

Bem, as intenções são boas, a vontade é alguma, mas o tempo não dá. Fico-me pelas intenções de algum dia poder deixar fluir as inúmeras ligações entre os neurónios que me fazem reflectir em silêncio sobre tudo isto…

 

Digno de novo apontamento do humor… Outubro 11, 2007

Arquivado em: Escola, professores — Hugo @ 4:46 pm
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Depois de ler o post original aqui, resolvi publicá-lo para chegar ainda a mais pessoas…

“Perante a dificuldade em manter uma EB1/JI em funcionamento apenas com uma ou duas das seis funcionárias do quadro, por incidências várias, um órgão de gestão do agrupamento esgota-se em contactos e diligências. Desloca funcionárias, tarefeiras, mas os encarregados de educação queixam-se, com justiça, da falta de limpeza e segurança do espaço.

Quando se chega a sua excelência burocrática, senhor Director Regional (Adjunto), depara-se com um muro de irracionalidade pseudo-gestionária.

Que o órgão de gestão deve «desenvolver estratégias para fazer regressar as funcionárias que estão de atestado».

Mas, mas, mas… balbucia-se do outro lado do telefone. Como fazer omoletas sem ovos, sua excelência, senhor doutor director regional (adjunto)? Como? Iluminai-nos, Senhor, com vossa presciência esclarecida?

«Olhe, siga o exemplo do frade que conseguiu fazer uma sopa a partir de uma simples pedra!»

(e é aqui que o telefone não se desliga imediatamente porque ainda há quem tenha educação e regras básicas de civilidade)”

Não é necessário acrescentar mais nada, pois não?!

 

Apontamento do humor Outubro 9, 2007

Arquivado em: Humor — Hugo @ 9:26 pm
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Porque não tenho tempo para escrever, e também porque venho a este blogue com regularidade (por vezes sabe bem descontrair com as piadas secas) divulgo alguns breves apontamentos de humor ;-) retirados daqui.

“No quartel os soldados tinham ganho o gosto pelos blogs. Todos esperavam ansiosamente o momento em que o sargento desse a ordem,
- Aos seus posts!

Detesto blogs que sem qualquer criatividade se limitam a arrotar posts de pescada.

Li num blog uma coisa que me chocou.
Era um post de electricidade.

Há também blogs que se nota, falta-lhes um pouco de sal.
Deixam-nos demasiado tempo posts de molho.

Tecnologia de massas ou tecnologia amassada?
Para muitos portugueses, choque tecnológico ainda consista em dar uma passa no carro da frente.”

in Arsebispo de Cantuária

 

Blogue parado – sinal de mestrado… Outubro 3, 2007

Arquivado em: Reflexão — Hugo @ 10:54 pm
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Acabei de inventar um provérbio pouco popular :-P

Em dias de trabalho intenso na preparação dos instrumentos de recolha de dados, este espaço fica assim – parado e ausente de novidades. É por uma boa causa, já que estou a tentar iniciar as observações de aulas, no máximo, em Novembro. Alguns dos resultados certamente passarão por aqui.

 

Pensamento Setembro 27, 2007

Arquivado em: Reflexão — Hugo @ 10:03 pm

Não posso garantir a veracidade e origem das palavras que se seguem, mas gostei do que li, não me interessando por quem as disse ou escreveu.
Vale mesmo a pena pensar nisto… A sociedade ocidental está cada vez mais a olhar para o seu umbigo…

dalai-lama.jpg

 

Concursos de fotografia Setembro 24, 2007

Arquivado em: Fotos — Hugo @ 7:38 pm

Máquina na mão para todo o lado e navegar na net todos os dias dá nisto: concursos de fotografia on-line.

Criei conta no olhares.com para participar num concurso dinamizado pelo Expresso/Olhares.

Também estou a preparar a participação num outro dinamizado pela CP. Vamos ver o que acontece.

Se ganhar algo, divulgo aqui :-)
Se não ganhar vou continuar a participar e ver as fotos dos outros :-P

 

Excelentes desenhos Setembro 22, 2007

Arquivado em: Arte, Humor — Hugo @ 12:57 pm

Graças à Marta, descobri mais um blogue bem interessante ;-)

Isto ultimamente é só divulgar ligações :-D

 

E que tal o conteúdo deste blogue? Setembro 21, 2007

Arquivado em: Arte — Hugo @ 11:37 pm

Depois de me ser dado a conhecer pela mão da autora, não resisti a divulgar este blogue: Sandrates.

Deliciem-se com as imagens e podem encomendar ;-)

 

Para descontrair Setembro 19, 2007

Arquivado em: Humor, professores — Hugo @ 6:39 pm

As respostas inteligentes que se seguem vieram daqui, mas não resisti a publicar as que mais gostei :-)

Verbos:
Professor: – Se és tu a cantar, dizes: “eu canto”. Se for o teu irmão que canta, como é que dizes?
Aluno: – Cala a boca, Alberto.

Professor: – Joaquim, diga o presente do indicativo do verbo caminhar.
Aluno: – Eu caminho… ah… …tu caminhas… ah…ele caminha…
Professor: – Mais depressa!
Aluno: – Nós corremos, vós correis, eles correm!

Professor: – Chovia que tempo é?
Aluno: – É tempo muito mau, senhor professor.

Um aluno de Direito a fazer um exame oral:
Professor: – O que é uma fraude?
Aluno: – É o que o sr. professor está a fazer.
Professor: – (O professor muito indignado) Ora essa, explique-se…
Aluno: – Segundo o Código Penal comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar!!

 

E assim foi mais um debate Setembro 18, 2007

Arquivado em: Escola, TV, professores — Hugo @ 5:01 pm

Confesso a tristeza, falta de paciência, raiva, angústia, incerteza… (entre outros sentimentos) que senti depois do debate de ontem na RTP1 sobre a educação. Acho impressionante como se continua a discutir (no verdadeiro sentido da palavra) e a gastar tempo com “parvoíces” quando não é só o futuro dos professores que está em causa, mas sim o futuro deste Portugal.
Especialmente na segunda parte, pareceu que o que estava em causa era só a profissão de professor como o grande problema do sistema de ensino.

Mas fiquei chocado deste início com os números e outras afirmações sobre o 1.º Ciclo e a forma como foram mostrados, revelando um perfeito desconhecimento sobre o que é necessário para reter ou não um aluno. Afinal, é mais fácil reter do que passar?

Alguém no ministério já pensou seriamente sobre o porquê das retenções no 2.º ano, referidas pela ministra? Esquecem-se que o pré-escolar não é obrigatório, que as famílias são cada vez menos estruturadas, e que por isso e muito mais, no 1.º ano muitos alunos não conseguem desenvolver as competências esperadas, e não podendo ser retidos no 1.º ano, transitam para o 2.º (com programa do 1.º) e só depois se podem reter?! E mesmo assim chegam ao 4.º ano muito pouco capazes de continuar os estudos com sucesso?

E eu que não costumo entrar em debate politico, desta vez não me consigo conter. É mesquinho ver gente de responsabilidade ignorar determinados aspectos básicos e usar os professores como mais uma das causa dos problemas do sistema educativo.
Mais comentários ao debate podem ser vistos aqui e aqui.

Desculpem a repetição do assunto em relação ao post anterior, mas o que foi dito deixa-me algo perplexo…

Editado: Mais efeitos deste assunto aqui

 

Mas que sabem os governantes sobre reter um aluno no 1.º Ciclo?! Setembro 17, 2007

Arquivado em: Escola, TV, professores — Hugo @ 10:49 pm

Estou neste momento a ouvir o “debate” sobre educação na RTP1.
Posso dizer que fiquei a ferver por dentro quando a ministra disse algo parecido com: há demasiadas retenções no 2.º ano de escolaridade e temos de ajustar o que é de esperar das crianças de 7 anos.

Mas ela sabe do que está a falar? Quer que se passem alunos que mal sabem as vogais e poucas consoantes? Que nem soletram as palavras, quanto mais ler uma frase?
Vamos facilitar ainda mais e passar todos, chegando ao 5.º ano sem saber ler e escrever? Afinal para que serve o 1.º Ciclo?

Só para terem uma ideia das burocracias que são necessárias para reter um aluno, em comparação com as que são necessárias ter para passar um aluno vejam aqui.

 

Ainda o “Esclarecimento Necessário”. Setembro 17, 2007

Arquivado em: Banda Larga, Escola, Portáteis, professores — Hugo @ 6:32 pm

No meu último “Esclarecimento necessário” desconhecia dois aspectos:
- no programa e.escolas (para professores) há de facto um período de vinculação à rede de 36 meses (3 anos), mas a mensalidade proposta é apenas a mais baixa possível, já que o cliente pode optar por outro tarifário mais caro, sendo sempre aplicado um desconto de 5 euros.
- apesar do serviço da Internet poder ser mais rápido por opção de pagar mais, há um “senão”, as garantias (do computador e da placa) são de 2 anos, menos um que o período de vinculação. Se avariarem há que continuar a pagar…

Afinal não sei se já me decidi, apesar de tudo são 5 euros por mês a menos.

 

Central Termoeléctrica do Ribatejo Setembro 16, 2007

Arquivado em: Ambiente, Fotos — Hugo @ 10:50 pm

A melhor actividade Ciência Viva no Verão em que participei até ao momento.
Valeu mesmo a visita, fosse pelo conhecimento dos mecanismos inerentes à produção de energia, pelo enriquecimento da cultura geral, ou também pela forma como a visita decorreu e o modo como o grupo foi recebido.
Gostei de saber que tipo de gases são libertados para a atmosfera, qual o consumo de gás natural para produzir tanta energia, qual a importância de uma central destas em Portugal…

Apenas uma curiosidade: aquilo que algumas pessoas pensam que são gases perigosos que saem da “chaminé gigante” não passa de vapor de água e a dita “chaminé” (à esquerda da imagem) é apenas uma torre de refrigeração que também tive a oportunidade de visitar por dentro e sentir o calor e a humidade, parecia que estava no meio de uma nuvem quente :-)
central2.jpg

 

Talvez seja interessante ver Setembro 16, 2007

Arquivado em: TV, professores — Hugo @ 2:05 pm

Amanhã às 22h30, na RTP1 podemos assistir a mais um debate sobre educação, com a presença anunciada da Ministra e de outros intervenientes.
Está prometido o debate sobre as tecnologias na educação, ou talvez não…

 

Conservação do Património arruinado… Setembro 13, 2007

Arquivado em: Fotos, Reflexão, Viagens — Hugo @ 11:27 pm

ponte-da-ajuda8.jpg
Esta é a ponte transfronteiriça da Ajuda, que atravessava o rio Guadiana e que terá sido destruída por motivos que até ao momento não investiguei. O lado Português é o da esquerda e encontra-se em contínua ruína. O lado que se avista mais longe, à direita e do outro lado do rio é o lado Espanhol, que apesar de arruinado, está conservado e sinalizado desde a saída de Olivenza em direcção a Portugal.
Estranho este (des)interesse pelo património por parte das instituições do estado…

 

Portugal – Estado Laico. Será? Setembro 12, 2007

Arquivado em: Reflexão — Hugo @ 4:31 pm

resende.png
Nem consigo escrever mais… A foto fala por si. Se há coisas que me “assustam” são as “misturas” entre Estado e Igreja (intencional ou não)
Outros comentários aqui, onde tive a oportunidade de saber do sucedido.

 

Portáteis na escola?!Para quê? Setembro 7, 2007

Arquivado em: Escola, Portáteis, Práticas pedagógicas, professores — Hugo @ 12:51 pm

Não é fácil aceitar a introdução das TIC, muito menos de “bichos” portáteis na sala de aula, que o professor não controla.
Há muitos dados internacionais (aqui , aqui ou aqui), frutos de estudos exaustivos e que revelam dificuldades mas também muitas mais valias. Se a persistência e a vontade dos professores for soberana, não se pode simplesmente rejeitar o computador para cada aluno…e não se pode olhar só para o lado comercial e politico das iniciativas governamentais.

Entrei numa discussão aqui, e vou querer divulgar sítios com opiniões como esta do Andy.

Muitos professores são teimosos e casmurros (permitam-me os termos), mas outros são excelentes profissionais, mesmo com poucos recursos. Já vi e ouvi o suficiente, já li os relatórios americanos, já olhei desconfiado para tudo isto, mas continuo a julgar que tem de existir muita vontade do professor para não desconfiar dos portáteis na sala de aula, muita vontade para enfrentar as dificuldades que advêm de não controlar cada aluno, muita vontade para aplicar métodos de ensino diferentes dos que se usam para explicar e expor as matérias no quadro negro, com giz na mão…

 

“Portugal em postais antigos” Setembro 7, 2007

Arquivado em: blogues — Hugo @ 11:58 am

Conheci hoje o blogue Portugal em Postais Antigos. Interessante para quem quiser ver fotos bem antigas de alguns locais conhecidos. Vale uma espreitadela.

 

Esclarecimento necessário Setembro 5, 2007

Arquivado em: Banda Larga, Internet, Portáteis — Hugo @ 11:03 pm

Preciso, com alguma urgência, de mudar de placa de Internet (há quanto tempo ando a dizer isto)… Mas é desta.

Em pesquisas naturais pelas três operadoras moveis encontrei tarifários (quase) todos iguais. Podem ver e comparar: tmn, vodafone e optimus.

Em paralelo aprofundei o conhecimento sobre o programa e.escola (cuja maior informação não está disponível no sítio da iniciativa, mas sim nas páginas das diferentes operadoras) para também averiguar da mais valia desta iniciativa.

Contudo, os números mostram alguns factos:
- há um período de vinculação à rede de 36 meses (3 anos), com a mensalidade de 17,5 euros, o que perfaz 630euros para o serviço de Internet. A velocidade disponivel será de 384kbs. Será que durante 3 anos esta velocidade, que já é a mais baixa oferecida pelas operadoras, não se tornará perfeitamente obsoleta (se é que já não é)?

- a alternativa passa por tarifários (das operadoras) fixos ou móveis, mais caros, mas com períodos de vinculação de 12 meses, com possibilidade de alterar a velocidade no final deste período. Os gastos poderão ser maiores, quando comparados com os meses de vinculação, mas a velocidade é importante.

- os computadores portáteis têm características semelhantes a outros em grandes lojas, com preços que se aproximam dos 500euros, mas alguém que queira um computador um bocadinho melhor, será a opção certa?!

Bem, eu já decidi, e apesar de o meu portátil até precisar de ser renovado, a velocidade da Internet é francamente má. Prefiro pagar mais, por um computador e pelo serviço, mas ter mais garantias de qualidade.

 

Estatisticas, blogues, etc… Setembro 5, 2007

Arquivado em: Reflexão — Hugo @ 6:37 pm

Numa rápido olhar sobre as estatísticas do “Há dias assim…”, pela curiosidade de perceber alguma da origem dos leitores/visitantes, reparo que a minha sub-página “Eu” teve um recorde de visitas ontem. Acho que tenho de mudar a foto, ou fazer a edição de uma daquelas com algum tempo para parecer mais jovem e inocente :-P

Como previa, e porque nos últimos dias tenho gostado de algumas mensagens de outros blogues, tenho comentado em lugares que nunca comentei apesar de os visitar diariamente graças ao netvibes. A reacção de curiosidade pela ligação até este espaço foi tal que as visitas dispararam, mas longe de números dignos de serem divulgados :-P afinal eu não sou assim tão empenhado na escrita e publicação…

Mas congratulo-me por haver alguém que veio em busca das ferramentas de agregação, esse modo tão prático de reunir a informação que consultamos com regularidade. Porém, continuo a falar com pessoas que dizem “que bom que isso existe” mas que depois, na prática, não usam.

 

Ainda as sete maravilhas de Portugal Setembro 1, 2007

Arquivado em: Fotos, Viagens — Hugo @ 11:54 pm

Desde que assisti à divulgação dos resultados das votações para as sete maravilhas de Portugal e novas sete maravilhas do mundo, que me questiono se os portugueses conhecem verdadeiramente o país e os monumentos candidatos, ou se pelo menos têm uma ideia sobre alguns.

Oportunamente irei dissertar sobre outras opções dos portugueses mas para já, aqui ficam algumas imagens de Monsaraz e a pergunta: porque é que esta antiga, pitoresca e preservada vila, sem comércio excessivo no interior das suas muralhas, com uma vista fantástica sobre as águas do “Grande Lago” e terrenos circundantes, foi preterida? Será que a sobrecarga de visitantes e lojas fazem de Óbidos melhor “maravilha” que Monsaraz ou mesmo Marvão?!

monsaraz-autor.jpg

monsaraz-autor1.jpg

Vale uma visita, sobretudo com céu limpo ou com poucas nuvens para usufruir da paisagem.
Neste blogue e poderão ver mais imagens de Monsaraz. Façam o vosso juízo, o meu está feito.

 

“O grande lago”! Setembro 1, 2007

Arquivado em: Fotos, Reflexão, Viagens — Hugo @ 1:51 am

Por terras do “Grande Lago” olhei, fotografei, usufrui da paisagem e dos lugares comuns. Poderia publicar muitas outras fotos (e talvez o venha a fazer) mas esta foi das primeiras.

fim-da-estrada-autor.jpg

Espero, como português e contribuinte, que o investimento na construção da barragem do Alqueva, e todas as consequências que dela advêm, tragam mais benefícios que prejuízos.

 

Preguiça Agosto 14, 2007

Arquivado em: Reflexão — Hugo @ 11:40 am

Estou a pecar mortalmente há vários dias… (o que vale é que o inferno é aqui perto e se eu for condenado para toda a eternidade já nem vou estranhar :-P )

Isto de estar de férias e querer trabalhar no mestrado sem ter vontade é bem difícil…E aqui estou, mais uma vez frente ao computador sem vontade de pegar nos relatórios internacionais sobre o estado da arte e a inventar outras coisas para passar o tempo…

Apetece navegar e satisfazer curiosidades antigas, apetece escrever aqui, pegar em boas fotos e publicá-las. Mas depois lembro-me que isto afinal não era o fotoblogue…Não era, mas está em mutação.

Bem, vamos ver se ganho vontade para fazer algo de útil…
Isto de usar reticências em tudo o quanto é sítio está a tornar-se moda.

 

Pela Peneda Agosto 10, 2007

Arquivado em: Ambiente, Fotos, Percursos Pedestres — Hugo @ 7:32 pm

Na primeira parte das merecidas férias deste ano, tive oportunidade de visitar alguns locais da Serra da Peneda. Fica aqui mais uma imagem (tentativa de foto a 360º) de um local, que apesar de muito visitado, merece destaque.

peneda-autor1.jpg

Para ali chegar, a partir do santuário da Senhora da Peneda, será sempre necessário fazer 45 minutos de subida a pé, e o respectivo regresso.

 

Paisagem protegida das Lagoas… Agosto 5, 2007

Arquivado em: Ambiente, Fotos, Percursos Pedestres — Hugo @ 12:57 am

Eis um excelente exemplo de conservação da natureza, aliada a um turismo de qualidade.

lagoas1-autor.jpg

lagoas2-autor.jpg


A Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro
, em Ponte de Lima, serve para mostrar ao resto do país aquilo que se pode fazer quando se alia o turismo à conservação da natureza.

Apesar de só ter conseguído fazer um dos percursos propostos, circulando de bicicleta, de certo que irei voltar para fazer alguns dos restantes. As fotos mostram muito pouco, mas foi possível andar sobre passadiços de madeira bastante longos e desfrutar dos vários observatórios.

Contudo, é necessário ter consciência que estes locais precisam do cuidado de quem os visita para que se mantenham preservados…

 

Plano Tecnológico da Educação Julho 23, 2007

Arquivado em: Escola, Práticas pedagógicas, TIC, professores — Hugo @ 4:38 pm

Foi hoje apresentado o Plano Tecnológico da Educação…

Que bom, vamos ter mais computadores, vamos ter mais quadros interactivos… mas será que vamos ter mais professores empenhados e cheios de vontade de integrar as TIC no currículo de uma forma efectiva?!

Vai ser canalizado mais algum dinheiro para o apetrechamento tecnológico das escolas, mas quem é que vai manter essa tecnologia a funcionar devidamente? Há parcerias com as empresas que fornecem os equipamentos para a sua manutenção? Ou vamos continuar com mais do mesmo, em que os professores que até sabem mais “umas coisas” de computadores, tentam resolver os problemas?

E a formação “formal” e exigente para os professores que se recusam e/ou resistem a integrar as TIC na sala de aula?! Também vai haver?

…não perca os próximos episódios porque nós (professores) também não.

 

Papoilas! Julho 20, 2007

Arquivado em: Fotos, Percursos Pedestres — Hugo @ 12:53 pm

Ando há já algum tempo, depois de ter obtido a autorização da sua autora, para publicar esta fotografia tirada perto do Vale do Poio.

Finalmente aqui está para ser vista pelo mundo ;-)

papoilas-reduzido.jpg

Obrigado Martinha ;-)

 

Ler = Consumir Julho 10, 2007

Arquivado em: Reflexão — Hugo @ 2:56 pm

Neste momento acompanho diversos blogues, alguns mais interessantes que outros e que leio com mais ou menos atenção, dependendo da disposição do momento. Mas a verdade é que quanto mais feeds agrego, menos leitura de qualidade faço. Por vezes apetece ler e consumir rapidamente as novas entradas sem prestar a devida atenção a determinados conteúdos. Assim, e tendo em conta que são muito poucas as visualizações diárias daquilo que publico, vou brindar os meus estimados “leitores” com mais imagens, com mais conteúdos multimédia (se entretanto descobrir algo interessante), com mais texto de “muita uva e pouca parra” :-P
Isto é uma promessa passível de não ser cumprida.

 

O outro lado dos “tabuleiros” Julho 9, 2007

Arquivado em: Fotos, Viagens — Hugo @ 1:30 pm

Por estes dias, mil e uma imagens foram divulgadas sobre a Festa Dos Tabuleiros de Tomar.
Aqui fica algo diferente do que vi em folhetos promocionais, mas que também mostra as tradições existentes de 4 em 4 anos, nas ruas da cidade.

outro-lado-autor.jpg

 

Novamente as ferramentas de agregação Julho 2, 2007

Arquivado em: web 2.0 — Hugo @ 11:28 pm

Nos últimos tempos reparo que muitas pessoas com quem falo desconhecem o que são e para que servem as ferramentas de agregação. Apesar de já o ter mencionado noutro post, volto a escrever e a divulgar algumas ligações úteis.
De facto, existem diversas formas de juntar os feeds numa só página e ter acesso a eles e a outros “favoritos” online, disponíveis em qualquer computador com ligação à Internet. Neste video podemos verificar de uma forma prática a utilidade e os procedimentos necessários.
Disponibilizo também a comparação entre os diferentes feed readers online para que a escolha seja mais plural. No meu caso, uso o NetVibes.

 

Mais Reservas Naturais Julho 1, 2007

Arquivado em: Ambiente, Fotos, Percursos Pedestres — Hugo @ 2:56 pm

Ao contrário da desilusão que foi o Paul do Boquilobo, desta vez apreciei o percurso no Paul de Arzila, embora muito pequeno, estava relativamente bem cuidado.

O único observatório aberto e disponível para os visitantes é uma estrutura recente e que potencia a observação das aves. Contudo, aconselho vivamente o uso de binóculos e/ou de uma máquina fotográfica com lente superior aos 200mm da minha, que só permitiu fotografar bem de longe…

paul_arzila1.jpg

O próximo percurso, num dia que esteja “de volta a casa” e com vontade, será ao Paul da Madriz.

 

Previsão meteorológica Junho 29, 2007

Arquivado em: Fotos, Humor — Hugo @ 7:49 pm

Hoje viu-se a “sombra da pedra no chão” :-D

previsao-autor.jpg

 

Que falta de originalidade eu tenho. Junho 25, 2007

Arquivado em: Reflexão — Hugo @ 7:21 pm

Descobri, depois de um dos últimos comentários aqui no blogue, que existem vários blogues com o mesmo nome que este. Pelos vistos “Há dias assim” é uma expressão querida por várias pessoas. Que falta de originalidade a minha, qualquer dia ainda mudo o nome ou então faço uma parceria com os outros :-P

 

Desilusão! Junho 25, 2007

Arquivado em: Ambiente, Fotos, Percursos Pedestres — Hugo @ 2:33 pm

Num percurso pedestre recente fiquei com uma ideia daquilo que o ICN e as restantes autoridades competentes talvez não consigam fazer pela conservação de espécies animais aliada ao turismo ecológico…
A Reserva Natural do Paul do Boquilobo pode ser visitada depois de passar pelo respectivo Centro de Interpretação. Contudo, parece que aos sábados não está ninguém para ajudar o visitante. E o itinerário , apesar de bem traçado nos mapas, na verdade não está suficientemente cuidado nem se mostra atractivo para visitantes. Haverá falta de verbas, ou é intenção que a zona fique tão inexplorada quanto possível?! Se assim é, acho que teriam de mudar a linha de caminho de ferro que faz fronteira com o Paul, já que é constante a passagem de comboios…
Está na altura de pensar um pouco mais num turismo ecológico e não apenas no de massas.

Tendo em conta a qualidade do observatório, a melhor foto que consegui das aves ali existentes foi esta.

paul-do-boquilobo-autor.jpg

 

Reciclar?! Porquê? Junho 20, 2007

Arquivado em: Ambiente, Reciclagem — Hugo @ 9:19 pm

O que é que é necessário fazer para que pessoas, ditas responsáveis, comecem a reciclar?
Cada vez que assisto a situações em que o simples gesto de separar o lixo não se faz, em que tendo um ecoponto mesmo diante dos olhos, se coloca tudo no lixo normal, fico doente…

Tanto se fala, tantos milhões gastos em publicidade, algumas bem interessantes, qual será a razão porque ainda continuo a assistir à falta de existência de pequenos ecopontos em instituições de ensino (dos mais diversos tipo)? É assim tão difícil promover hábitos simples de separação dos resíduos?

Aconselho toda a gente a visitar um centro de recolha, tratamento e valorização de resíduos. É fácil, gratuito quando se faz uma marcação, e o melhor, é extremamente educativo, para miúdos e graúdos. Se bem que seja bem mais fácil convencer os miúdos do que os graúdos…

Aqui ficam algumas ligações que poderão ajudar a perceber o que se faz em Portugal e porque se faz.
Ersuc, Tratolixo, ValorSul, ValorMinho, Lipor

Depois disto, será necessário pagar a cada pessoa para separar o seu lixo? Será que a sociedade está esclarecida sobre as consequências do aumento do consumo energético?

 

Pausa vs Trabalho Junho 12, 2007

Arquivado em: Reflexão — Hugo @ 9:45 pm

Nos últimos tempos a vontade de navegar livremente pela web sem tempo contado tem ganho terreno… O cansaço já se apodera da mente e apetece mesmo usar o computador para coisas mais “inúteis”.
Estou sensivelmente a meio do mestrado (assim espero) e apesar de nunca ter mantido este espaço muito actualizado, algumas criações vão nascendo como forma de acalmar e serenar as ideias. Mas, por enquanto, não está aqui uma prioridade e é mais fácil divulgar alguns locais e boas fotos.
De facto, há muitos dias assim…

 

Quase natural… Junho 11, 2007

Arquivado em: Fotos — Hugo @ 4:28 pm

…não fosse ter sido tirada num pequeno lago artificial.

peixe-e-nenufar-autor.jpg

 

Vale uma caminhada Maio 26, 2007

Arquivado em: Fotos, Percursos Pedestres, Viagens — Hugo @ 11:21 am

Naturalmente calmo e acessível ,mas pouco explorado e divulgado… Talvez por isso o Vale do Poio ainda guarde para si uma beleza diferente…

vale-do-poio1.jpg

 

Os portáteis – tema da dissertação… Maio 9, 2007

Arquivado em: Portáteis, Práticas pedagógicas, TIC — Hugo @ 5:47 pm

Encontro-me neste momento a ponderar fazer um estudo de impacte dos computadores portáteis na atitude pedagógica dos professores do agrupamento de escolas onde trabalho. Ainda estou “a olhar” para os quadros interactivos que vou deixar para trás….
De qualquer forma, o que interessa neste momento será a definição da metodologia a usar durante a investigação, já que o tema está praticamente decidido.

Mas para já levanto uma questão: porque é que o Ministério da Educação gastou bastante dinheiro com a distribuição de computadores portáteis? Terá havido um estudo prévio devidamente fundamentado tendo em conta a implementação do programa? Se existiu, onde é que está disponível?
E aos meus poucos leitores que também são professores, que vos diz o facto de poderem dispor de computadores portáteis nas escolas para o trabalho com os alunos? Que aplicações acham que é possível dar a este equipamento no contexto da Escola portuguesa?

Acho que vou reflectir amplamente sobre este assunto nos próximos tempos.

 

Tudo junto num só site Maio 2, 2007

Arquivado em: web 2.0 — Hugo @ 5:11 pm

A melhor forma de acompanhar as discussões de blogues e estar sempre a par das novidades é usar uma ferramenta que permita agregar os feeds de rss, como no netvibes por exemplo.
Deixo aqui um link para o pequenosmundos onde poderão ler a opinião da Olga sobre este assunto. E já agora, um obrigado à Olga por esta publicação tão pertinente na “era” da web 2.0.

 

25 de Abril Abril 26, 2007

Arquivado em: Reflexão — Hugo @ 9:33 am

Como ontem não tive tempo, paciência e vontade para vir aqui escrever sobre esta data importante para mim (o país fica para depois lol), aqui fica o link para um blogue que acompanho e que também reflecte o meu estado de espírito no dia de ontem :-)
http://antero.wordpress.com/2007/04/25/25-de-abril/

Viva o 25 de Abril, não só por ser um dia que nenhum português deve esquecer, mas também porque sabe muito bem festejar o aniversário num feriado :-)

 

“A Devida Comédia” Março 25, 2007

Arquivado em: Escola, pais — Hugo @ 10:48 am

E publico mais um artigo que me chegou por mail, desta vez enviado por uma antiga colega de trabalho, a Ana Paiva.
Novamente o assunto principal é a educação que os pais dão aos filhos.

“A Devida Comédia”, por Miguel Carvalho, in Visão

Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo

Criancinhas

A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola Adidas e ténis Nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.

Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.

Desperta.

É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».

Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».

A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles.
Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».

Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.

in Visão

Dá que pensar, mas só alerta as consciências de quem não vê “as criancinhas” todos os dias na Escola.

 

Violência nas Escolas Março 22, 2007

Arquivado em: Escola, pais — Hugo @ 1:26 pm

A minha amiga Marta Pinto enviou-me uma mensagem que, embora não saiba claramente a sua origem, relata com algum rigor a questão da violência nas escolas, associando-a à família. Gostei bastante do que li, vai de encontro às minhas próprias ideias e por isso decidi publicar a mensagem integralmente aqui.

“Especialistas reunidos em Espanha

Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar

Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os
professores.
Os participantes no encontro “Família e Escola: um espaço de convivência”, dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.

“As crianças não encontram em casa a figura de autoridade”, que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.

“As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa”, sublinhou.

Para Savater, os pais continuam “a não querer assumir qualquer autoridade”, preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos “seja alegre” e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.

No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, “são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os”, acusa.

“O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar”, sublinha.

Há professores que são “vítimas nas mãos dos alunos”.

Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que “ao pagar uma escola” deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão “psicologicamente esgotados” e que se transformam “em autênticas vítimas nas mãos dos alunos”.

A liberdade, afirma, “exige uma componente de disciplina” que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.

“A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara”, afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, “uma oportunidade e um privilégio”.

“Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina”, frisa Fernando Savater.

Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que “têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos”.

“Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia”, afirmou.

Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que “mais vale dar uma palmada, no momento certo” do que permitir as situações que depois se criam.

Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.”

Quantos de nós, professores, já nos vimos diante da “indisciplina” e nada, absolutamente nada, pudemos fazer?! Os pais não podem deixar de ser pais…

 

Quando começar a usar as TIC? Março 4, 2007

Arquivado em: Práticas pedagógicas, TIC — Hugo @ 1:57 pm

Muito se fala e publica sobre os a utilização da TIC no ensino.
Há projectos e declaração de intenções, há material interessante que possibilita aos alunos jogarem e relembrarem conhecimentos abordados na sala de aula.
Mas, e os já falados relatos de sucesso?
Durante as pesquisas para a construção do CD-PDIM (Cognição Distribuída – Projecto de Desenvolvimento da Interacção Multimédia) a principal conclusão que surge visível está relacionada com o que inicialmente foi dito na sessão presencial e já referido em Mundomac – não há cultura de utilização das TIC com o objectivo de explorar as potencialidades colaborativas e de construção de inteligência social.

Há bastante material publicado, aparentemente há muita coisa feita, mas resulta de quê? Este é o problema, ninguém fala da forma como chegou a determinado produto final, se houve ou não trabalho colaborativo.Será que as pessoas têm receio de partilhar as suas ideias e metodologias de sucesso?
É a cultura da colaboração e inteligência social que tem de começar a ser instituída desde cedo.

 

Idade dos professores Março 3, 2007

Arquivado em: Escola, TIC, professores — Hugo @ 12:37 pm

Será que existe alguma relação entre o uso das tecnologias de informação e comunicação e a idade dos docentes do 2.º Ciclo?

Durante as pesquisas sobre casos de aplicação das TIC, e tendo em conta a minha experiência de ensino, tenho questionado se poderemos estabelecer relação entre a idade do corpo docente e as boas práticas educativas com as tecnologias.

Se é verdade que conheço pessoas, algumas mesmo à beira da reforma, que se mantêm dedicadas e empenhadas nas suas tarefas apesar do desgaste da profissão, outras há que não se esforçam por aprender e aplicar novas metodologias e ferramentas nas suas práticas pedagógicas.

No caso concreto deste trabalho no 2.º Ciclo, e apenas tendo por base o contacto que tenho tido com outros(as) colegas, reparo que os docentes pertencentes aos quadros são, geralmente, pessoas com mais de 40 anos de idade. E são muitas vezes estes docentes que têm o poder de alterar o estado de marasmo em que estão alguns grupos disciplinares, por diversas razões que vão da própria “posição” na comunidade escolar até à experiência educativa.

Para tentar confirmar alguns dados desta minha ideia, procurei estudos estatísticos recentes sobre este assunto, mas reparo que não existem.

Será que alguém conhece algum?

Este post também pode ser lido em Os Cinco

 

TIC na Escola Portuguesa Março 2, 2007

Arquivado em: Escola, TIC, professores — Hugo @ 12:10 pm

Em Portugal a aplicação das TIC ao ensino básico tem dependido, sobretudo, da boa vontade dos professores que se predispõem a inovar, a frequentar acções de formação, a dedicarem-se à exploração de determinadas ferramentas… Tal como refere Barros (2006) “o Ministério da Educação, tem feito nos últimos tempos um esforço considerável (…) para a aquisição de material informático e software educativo, incentivando assim, o uso intensivo das tecnologias interactivas em todos os estabelecimentos de ensino, forçando dessa forma as condições, para que os professores possam adaptar os seus modelos de ensino, potenciando novas aprendizagens”. Porém, a cultura de adesão a novos métodos e ferramentas pedagógicas não é característica geral dos professores, pelo que os sucessivos projectos que foram sendo criados e implementados (Minerva e Nónio) nem sempre resultaram em inovações dos métodos de ensino.
Em 2002, Jacinta Paiva apurou no estudo realizado sobre a utilização das TIC pelos professores que “a grande maioria dos docentes usa o computador para preparar as aulas, com 81 por cento dos inquiridos a afirmá-lo, sendo que 94 por cento destes prepara fichas e testes, 54 por cento realiza pesquisas na Internet sobre a sua disciplina e 20 por cento prepara apresentações”. Se a maioria das escolas tem meios ao seu dispor, porque é que continuam a existir resistências em os usar? É errado “assumir que a escola, na sua globalidade, pode mudar com a junção de um elemento novo (…) ou seja, que sem mudar profundamente o quadro institucional e organizacional da escola, sem o envolvimento dos professores, sem uma mudança de atitudes destes mais do que uma mudança de materiais pedagógicos: – pouca poderá, de fado, mudar.”(Afonso, 1993)
Procuram-se soluções milagrosas para mudar as mentalidades e a cultura de muitos professores, que apesar do mérito no seu desempenho, resistem em promover uma auto-actualização pedagógica e técnica.

 

Pormenor de uma das 7 maravilhas de Portugal Fevereiro 5, 2007

Arquivado em: Fotos — Hugo @ 7:34 pm

Adivinhem lá de que edifício é este pormenor?

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Apoio educativo. Fevereiro 5, 2007

Arquivado em: Escola, pais, professores — Hugo @ 6:59 pm

Com o início do presente ano lectivo fui “levado” a desempenhar funções de docente de apoio educativo. Não era minha ambição, mas face às necessidades do agrupamento onde trabalho, à forma como o Ministério da Educação colocou os professores, e dados os constantes atropelos à lei, lá fui eu… como se tivesse hipótese de escolha.

Mas nem tudo é negativo. Descobri outra realidade e decidi enfrentar esta nova etapa como mais um desafio na minha (muito) curta carreira.

Pena que a sociedade em que vivemos está a formar mais pais irresponsáveis, se já é muito grave um encarregado de educação não se interessar pela atitude e empenho do filho na escola, quando não apresenta problemas de aprendizagem acentuados, imaginem quando o filho em causa demonstra grandes dificuldades em aprender, em distinguir o bom e o mau, em se interessar pelo que está a ser falado pelo professor…

Não tenho especialização nesta área de ensino, embora trabalhe com alunos que mereciam o acompanhamento de um docente com formação a este nível. Faço o que posso, faço o que me pedem, atendo aos lamentos das colegas titulares de turma, ajudo os alunos, mas não consigo formar pais que se interessem mais pelos seus filhos, que lutem pela escola para todos, com acompanhamento especial para aqueles que o merecem.

Estou triste, revoltado, angustiado, preocupado,… com a rumo que o país está a tomar na educação. Será assim tão difícil deixar de governar lá no alto e descer ao mundo real? Será tão difícil ser pai e mãe acompanhando de forma responsável o percurso de um filho?

 

Professores e pais… Janeiro 24, 2007

Arquivado em: Escola, pais, professores — Hugo @ 5:27 pm

O país precisa de professores unidos, agora mais do que nunca.
Precisa de bons professores unidos a favor de uma escola pública de qualidade. A nossa classe sofre de uma grave doença que a impossibilita de mostrar aos nossos governantes o caminho, não através de contínuos protestos que já vimos não adiantarem nada, mas de trabalho efectivo e no terreno.

Precisamos de Conselhos Executivos capazes de mostrarem às direcções regionais o porquê de determinadas medidas não serem executáveis. Digam-me o que acontece se um Conselho Executivo demonstrar por A+B que determinada medida não é aplicável no seu espaço de actuação? Se este Conselho Executivo tiver suporte de toda a escola, da associação de pais, que acontece? Os professores afinal têm algum poder, mas devem saber aproveitá-lo…

Precisamos de pais responsáveis que vão à escola receber as avaliações dos alunos e não questionarem só o professor e o seu trabalho, mas perguntarem o que devem fazer para tornarem os seus filhos melhores alunos. Muitos dos problemas da escola começam em casa. Quantas vezes os alunos chegam atrasados, não cumprem determinada tarefa, faltam as aulas, apenas porque o acompanhamento dos pais é deficiente ou inexistente?

Está na hora de repensar a escola, está na hora de sermos professores e mostrarmos as nossas dificuldades em uníssono, no terreno. Está na hora de chamar os pais para o nosso lado da “barricada”…

 

Uma boa foto de 2006 Janeiro 19, 2007

Arquivado em: Fotos — Hugo @ 7:38 pm

Esta foi uma das minhas boas fotos de 2006. É uma paisagem muito vista, mas que me deu especial gozo explorar numa noite do verão passado.
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A Escola… Janeiro 14, 2007

Arquivado em: Escola — Hugo @ 12:44 am

Quem me conhece sabe que não sou critico apenas porque sim ou porque não. A generalidade das minhas opiniões procuram fundamentação e nesta perspectiva irei escrever bastante sobre a Escola.

Escolho começar uma abordagem a este tema tendo como base as políticas actuais da educação portuguesa.
Desde logo se impõe falar do novo ECD (Estatuto da Carreira Docente), que terá implicações directas na vida de alunos, professores e encarregados de educação. Enganam-se aqueles que, longe da realidade das escolas, aplaudem efusivamente as medidas que o governo “negociou” julgando que só trará mais valias, seja para o sistema de ensino, seja para o orçamento de estado.
Estou, declaradamente, contra algumas das alterações do ministério da educação, mas também me coloco ao lado de quem planeou esta “revolução” esperada e também desejada. A avaliação dos professores impõe-se como urgente medida para melhorar o desempenho daqueles que se dizem professores, mas que apenas ocupam o seu lugar na escola pública de um modo tão definitivo como relaxado…
É urgente avaliar quem tem de ser avaliado e melhorar a qualidade do trabalho dos professores, mas será que o novo estatuto vai resolver esta questão? Os teóricos da educação, encerrados em gabinetes, ou que investigam a educação e as didácticas longe da realidade, julgarão que o modelo de avaliação proposto pelo ministério trará muitos benefícios. Mas, e a vida de quem convive todos os dias com alunos, colegas professores, funcionários, encarregados de educação? A vida e opinião do professor com experiência comprovada? Estas vidas de bastantes profissionais dedicados, que ouvem e resolvem problemas, que contornam dificuldades e limitações, para que os seus alunos adquiram competências? Estas vidas não contam? Os professores, aqueles que vivem a escola pública, aqueles que fazem a escola pública, têm de ser ouvidos para que as melhores estratégias de avaliação sejam aplicadas, sem prejuízo nem beneficio de “fulano tal”, mas tendo o único propósito de melhorar o desempenho de quem realmente trabalha, e consequentemente, o desempenho dos nossos alunos.

Seguramente continuarei em reflexão sobre este assunto. Mas estou desde já a aguardar contributos para elevar esta discussão.

 

Olá Mundo! Dezembro 17, 2006

Arquivado em: Reflexão — Hugo @ 12:09 pm
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Inauguro desta forma um blog voltado para o mundo, e para tudo que se torne importante alojar neste espaço.
Desde o ensino, à arte, passando pelo ambiente, a vida cabe aqui…

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