Há dias assim…

…em que algo novo aqui nasce!

Plano Tecnológico da Educação Julho 23, 2007

Arquivado em: Escola, Práticas pedagógicas, TIC, professores — Hugo @ 4:38 pm

Foi hoje apresentado o Plano Tecnológico da Educação…

Que bom, vamos ter mais computadores, vamos ter mais quadros interactivos… mas será que vamos ter mais professores empenhados e cheios de vontade de integrar as TIC no currículo de uma forma efectiva?!

Vai ser canalizado mais algum dinheiro para o apetrechamento tecnológico das escolas, mas quem é que vai manter essa tecnologia a funcionar devidamente? Há parcerias com as empresas que fornecem os equipamentos para a sua manutenção? Ou vamos continuar com mais do mesmo, em que os professores que até sabem mais “umas coisas” de computadores, tentam resolver os problemas?

E a formação “formal” e exigente para os professores que se recusam e/ou resistem a integrar as TIC na sala de aula?! Também vai haver?

…não perca os próximos episódios porque nós (professores) também não.

 

Os portáteis – tema da dissertação… Maio 9, 2007

Arquivado em: Portáteis, Práticas pedagógicas, TIC — Hugo @ 5:47 pm

Encontro-me neste momento a ponderar fazer um estudo de impacte dos computadores portáteis na atitude pedagógica dos professores do agrupamento de escolas onde trabalho. Ainda estou “a olhar” para os quadros interactivos que vou deixar para trás….
De qualquer forma, o que interessa neste momento será a definição da metodologia a usar durante a investigação, já que o tema está praticamente decidido.

Mas para já levanto uma questão: porque é que o Ministério da Educação gastou bastante dinheiro com a distribuição de computadores portáteis? Terá havido um estudo prévio devidamente fundamentado tendo em conta a implementação do programa? Se existiu, onde é que está disponível?
E aos meus poucos leitores que também são professores, que vos diz o facto de poderem dispor de computadores portáteis nas escolas para o trabalho com os alunos? Que aplicações acham que é possível dar a este equipamento no contexto da Escola portuguesa?

Acho que vou reflectir amplamente sobre este assunto nos próximos tempos.

 

Quando começar a usar as TIC? Março 4, 2007

Arquivado em: Práticas pedagógicas, TIC — Hugo @ 1:57 pm

Muito se fala e publica sobre os a utilização da TIC no ensino.
Há projectos e declaração de intenções, há material interessante que possibilita aos alunos jogarem e relembrarem conhecimentos abordados na sala de aula.
Mas, e os já falados relatos de sucesso?
Durante as pesquisas para a construção do CD-PDIM (Cognição Distribuída – Projecto de Desenvolvimento da Interacção Multimédia) a principal conclusão que surge visível está relacionada com o que inicialmente foi dito na sessão presencial e já referido em Mundomac – não há cultura de utilização das TIC com o objectivo de explorar as potencialidades colaborativas e de construção de inteligência social.

Há bastante material publicado, aparentemente há muita coisa feita, mas resulta de quê? Este é o problema, ninguém fala da forma como chegou a determinado produto final, se houve ou não trabalho colaborativo.Será que as pessoas têm receio de partilhar as suas ideias e metodologias de sucesso?
É a cultura da colaboração e inteligência social que tem de começar a ser instituída desde cedo.

 

Idade dos professores Março 3, 2007

Arquivado em: Escola, TIC, professores — Hugo @ 12:37 pm

Será que existe alguma relação entre o uso das tecnologias de informação e comunicação e a idade dos docentes do 2.º Ciclo?

Durante as pesquisas sobre casos de aplicação das TIC, e tendo em conta a minha experiência de ensino, tenho questionado se poderemos estabelecer relação entre a idade do corpo docente e as boas práticas educativas com as tecnologias.

Se é verdade que conheço pessoas, algumas mesmo à beira da reforma, que se mantêm dedicadas e empenhadas nas suas tarefas apesar do desgaste da profissão, outras há que não se esforçam por aprender e aplicar novas metodologias e ferramentas nas suas práticas pedagógicas.

No caso concreto deste trabalho no 2.º Ciclo, e apenas tendo por base o contacto que tenho tido com outros(as) colegas, reparo que os docentes pertencentes aos quadros são, geralmente, pessoas com mais de 40 anos de idade. E são muitas vezes estes docentes que têm o poder de alterar o estado de marasmo em que estão alguns grupos disciplinares, por diversas razões que vão da própria “posição” na comunidade escolar até à experiência educativa.

Para tentar confirmar alguns dados desta minha ideia, procurei estudos estatísticos recentes sobre este assunto, mas reparo que não existem.

Será que alguém conhece algum?

Este post também pode ser lido em Os Cinco

 

TIC na Escola Portuguesa Março 2, 2007

Arquivado em: Escola, TIC, professores — Hugo @ 12:10 pm

Em Portugal a aplicação das TIC ao ensino básico tem dependido, sobretudo, da boa vontade dos professores que se predispõem a inovar, a frequentar acções de formação, a dedicarem-se à exploração de determinadas ferramentas… Tal como refere Barros (2006) “o Ministério da Educação, tem feito nos últimos tempos um esforço considerável (…) para a aquisição de material informático e software educativo, incentivando assim, o uso intensivo das tecnologias interactivas em todos os estabelecimentos de ensino, forçando dessa forma as condições, para que os professores possam adaptar os seus modelos de ensino, potenciando novas aprendizagens”. Porém, a cultura de adesão a novos métodos e ferramentas pedagógicas não é característica geral dos professores, pelo que os sucessivos projectos que foram sendo criados e implementados (Minerva e Nónio) nem sempre resultaram em inovações dos métodos de ensino.
Em 2002, Jacinta Paiva apurou no estudo realizado sobre a utilização das TIC pelos professores que “a grande maioria dos docentes usa o computador para preparar as aulas, com 81 por cento dos inquiridos a afirmá-lo, sendo que 94 por cento destes prepara fichas e testes, 54 por cento realiza pesquisas na Internet sobre a sua disciplina e 20 por cento prepara apresentações”. Se a maioria das escolas tem meios ao seu dispor, porque é que continuam a existir resistências em os usar? É errado “assumir que a escola, na sua globalidade, pode mudar com a junção de um elemento novo (…) ou seja, que sem mudar profundamente o quadro institucional e organizacional da escola, sem o envolvimento dos professores, sem uma mudança de atitudes destes mais do que uma mudança de materiais pedagógicos: – pouca poderá, de fado, mudar.”(Afonso, 1993)
Procuram-se soluções milagrosas para mudar as mentalidades e a cultura de muitos professores, que apesar do mérito no seu desempenho, resistem em promover uma auto-actualização pedagógica e técnica.