Há dias assim…

…em que algo novo aqui nasce!

Nova entrevista da senhora Ministra Novembro 2, 2007

Arquivado em: Escola, TV, pais, professores — Hugo @ 12:25 am
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Em resposta à pergunta do Paulo Guinote: “Terei perdido alguma coisa de relevante?”

Não, a entrevista nem média foi… Muito em torno do estatuto do aluno, faltou falar do papel das famílias de uma forma mais meticulosa e realmente importante…
Mais uma vez foi referido que quem representa os professores são os Conselhos Executivos (CE), os sindicatos não. Bem, e eu pergunto, será que os executivos têm essa capacidade de representação e negociação perante as propostas do ME? Será que muitos ficarão calados? Ou será que nem sequer podem falar? E os que falam, será que são ouvidos? Ou melhor, será que alguém os quer ouvir?

Receio que a ligação entre ME e os CE das escolas não seja assim tão maravilhosamente aproveitada como pareceu transparecer da entrevista.

E a responsabilidade das famílias? Como será? Quantas vezes, mesmo nos alunos mais novos, se assiste a uma total desresponsabilização que começa pela atitude dos pais, que se necessário for vão à escola pedir “satisfações” ao professor sem que este tenha algum apoio por parte dos CE, esses órgãos de gestão que deveriam também proteger e ajudar a criar condições aos professores para o desempenho de um trabalho mais profícuo? Não defendo que haja uma protecção dos irresponsáveis (que os há em todas as profissões). Defendo uma solidariedade que pouco existe dentro da classe e que com as novas formas de avaliação, tenderá a diminuir drasticamente sempre que os resultados da avaliação não sejam satisfatórios.

A minha utopia
As famílias ao lado dos profissionais da educação, os executivos ao lado dos seus professores, o ministério a falar muito mais com as escolas e com quem está no terreno, num diálogo aberto, verdadeiro e construtivo.

 

E assim foi mais um debate Setembro 18, 2007

Arquivado em: Escola, TV, professores — Hugo @ 5:01 pm

Confesso a tristeza, falta de paciência, raiva, angústia, incerteza… (entre outros sentimentos) que senti depois do debate de ontem na RTP1 sobre a educação. Acho impressionante como se continua a discutir (no verdadeiro sentido da palavra) e a gastar tempo com “parvoíces” quando não é só o futuro dos professores que está em causa, mas sim o futuro deste Portugal.
Especialmente na segunda parte, pareceu que o que estava em causa era só a profissão de professor como o grande problema do sistema de ensino.

Mas fiquei chocado deste início com os números e outras afirmações sobre o 1.º Ciclo e a forma como foram mostrados, revelando um perfeito desconhecimento sobre o que é necessário para reter ou não um aluno. Afinal, é mais fácil reter do que passar?

Alguém no ministério já pensou seriamente sobre o porquê das retenções no 2.º ano, referidas pela ministra? Esquecem-se que o pré-escolar não é obrigatório, que as famílias são cada vez menos estruturadas, e que por isso e muito mais, no 1.º ano muitos alunos não conseguem desenvolver as competências esperadas, e não podendo ser retidos no 1.º ano, transitam para o 2.º (com programa do 1.º) e só depois se podem reter?! E mesmo assim chegam ao 4.º ano muito pouco capazes de continuar os estudos com sucesso?

E eu que não costumo entrar em debate politico, desta vez não me consigo conter. É mesquinho ver gente de responsabilidade ignorar determinados aspectos básicos e usar os professores como mais uma das causa dos problemas do sistema educativo.
Mais comentários ao debate podem ser vistos aqui e aqui.

Desculpem a repetição do assunto em relação ao post anterior, mas o que foi dito deixa-me algo perplexo…

Editado: Mais efeitos deste assunto aqui

 

Mas que sabem os governantes sobre reter um aluno no 1.º Ciclo?! Setembro 17, 2007

Arquivado em: Escola, TV, professores — Hugo @ 10:49 pm

Estou neste momento a ouvir o “debate” sobre educação na RTP1.
Posso dizer que fiquei a ferver por dentro quando a ministra disse algo parecido com: há demasiadas retenções no 2.º ano de escolaridade e temos de ajustar o que é de esperar das crianças de 7 anos.

Mas ela sabe do que está a falar? Quer que se passem alunos que mal sabem as vogais e poucas consoantes? Que nem soletram as palavras, quanto mais ler uma frase?
Vamos facilitar ainda mais e passar todos, chegando ao 5.º ano sem saber ler e escrever? Afinal para que serve o 1.º Ciclo?

Só para terem uma ideia das burocracias que são necessárias para reter um aluno, em comparação com as que são necessárias ter para passar um aluno vejam aqui.

 

Talvez seja interessante ver Setembro 16, 2007

Arquivado em: TV, professores — Hugo @ 2:05 pm

Amanhã às 22h30, na RTP1 podemos assistir a mais um debate sobre educação, com a presença anunciada da Ministra e de outros intervenientes.
Está prometido o debate sobre as tecnologias na educação, ou talvez não…